Sinopse

Cotidiano autêntico de um quintal onde convivem um camaleão e um bebê. Narrativa naturalista com informações verídicas sobre uma batalha entre dois camaleões rivais por uma fêmea. A gana da escama que ama na grama.

Notas de Produção

Os dois mil desenhos a lápis e pintados com lápis de cor que compõem os sete minutos do filme levaram dois anos para serem realizados.

Toda a animação foi feita em uma mesa de luz no pequeno apartamento que Marão alugava enquanto morava em são Paulo, durante os finais de semana ou à noite, paralelamente ao trabalho comercial nos estúdios.

Todas as informações sobre a vida dos camaleões são autênticas.
O camaleão tem globos oculares com rotação independente e é capaz de olhar para a frente e para trás ao mesmo tempo, processando de alguma maneira as informações espaciais em seu diminuto cérebro e calculando a velocidade da mosca, para capturá-la em pleno vôo, com sua língua bifurcada.
Quando um camaleão encontra uma fêmea, ele exibe seu chifre para atraí-la.
Todavia, se um rival possui um chifre maior, eles têm de lutar.
Contudo, não existe violência física entre os membros desta espécie: a batalha é cromática.
Eles inflam, giram e começam então a mudar compulsivamente de cor, até que um dos dois obtenha a vitória moral sobre o outro, que aceita a derrota e vai embora, sem que haja nenhum tipo de agressão física.

Como todo o traço do filme é a lápis, sem interferência do computador, cada cenário tinha de ser redesenhado a cada frame diferente.
O bebê foi dublado pelo próprio diretor.
A moça que tem sua saia arrancada foi inspirada em uma cientista social.
Originalmente, o filme seria protagonizado apenas pelo bebê. O camaleão fazia parte de um projeto de história em quadrinhos e só foi integrado ao filme meses depois de iniciada a produção.
Muitas cenas foram, a partir daí, improvisadas, sem a história completa.

A trilha sonora tem músicas originais da compositora e cantora Luama e o violino de Daniel Marão, então com 15 anos e hoje estudante na Escola de Música da Bulgária, que interpretou Bartók e Leo Delibes.

CHIFRE DE CAMALEÃO foi exibido em mais de dez países, tendo sido premiado em vários deles – como o Anima Mundi, onde foi eleito pelo público o Melhor Filme Brasileiro e Segundo Melhor Filme da competição internacional em 2000.

O diretor recebeu o apoio do MINC, através do programa de concessão de passagens aéreas e pôde estar presente nos festivais da BBC, em Londres (onde era o único representante do cinema brasileiro) e na Mostra Brasil Plural, na Alemanha.

Festivais

VIII Festival Internacional de Animação ANIMA MUNDI (Prêmios: Melhor
Filme Brasileiro e Segundo Melhor Filme da Mostra Internacional, Prêmio
CCBB, Prêmio FUNARTE)

Festival Internacional de Curtas de São Paulo

Mostra de Animação UNIBANCO (Porto Alegre)

Projeto Curta Belas (Belo Horizonte)

Primavera Animada (Buenos Aires, Argentina)

BBC International Short Film Festival (Londres, Inglaterra)

Prêmio Curtas nas Telas (Porto Alegre)

Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

7º Vitória Cine Vídeo (Prêmio: Melhor Filme de Animação)

Animatron (Rio de Janeiro)

Brasil Digital (Festival de cinema na internet)

42º Festival Internacional de Cine Documental y Cortometrage de Bilbao
(Espanha)

Mostra Curta Cinema (Rio de Janeiro)

Festival de Cinema de Havana (Cuba)

Rock in Rio (Tenda “Por um Mundo Melhor”)

Mostra de Tiradentes (Minas Gerais)

Festival de Court métrages Clermont-Ferrand (França)

Grande Prêmio Brasil de Cinema (indicado a Melhor Animação de 2000)

5º Festival de Cinema nacional de Recife

Primeiros Tons e Traços (Tanabi)

Festival de Cinema, vídeo e Decine de Curitiba

Guarnicê de Cine e vídeo do Maranhão

Pulga (Cidade Internet)

Shorts-Welcome (Alemanha)Mostra O BONEQUINHO VIU (Festival do Rio)

IV Brasil Plural (Munique)

I Goiânia Mostra Curtas (Goiás)

XV Festival de Cinema Latino-americano de Trieste (Itália)

Leeds International Film Festival (Inglaterra)

Mostra o seu que eu Mostro o meu (RJ)

Festival de Cortometrages de Caracas (Venezuela)

Brugge Cinema Novo Film Festival (Bélgica)

Mostra SESC de Animação (SP)

II Curta-SE (Aracaju)

Mostra Rio (Estácio de Sá)

I Mostra de Florianópolis (Prêmio: Melhor Animação)

ECOCINE (São Sebastião)

Curtas Petrobras às Seis (sete Estados)

Anima Mundi Itinerante (catorze cidades)

Mostra Infantil do II Festival de Goiânia

Festivalzinho de Vitória

Mostra Infantil de Florianópolis

Mostra Anima Brasil no Festival de Bruxelas (Bélgica)

Animazonas (AM)

Cineanima (MG)

AnimaNit (Niterói)

SKOL Rio (Anima Itinerante)

Festival de Animação de Seul (Coréia do Sul)

“LOOP – Animation Event of Colombia” (Bogotá, Medellin e Cali)

Circuito Cultural Banco do Brasil

Asolo Cartoon Festival – Festival Internazionale del Cartone Animato
(Itália)

1ª Muestra Internacional del Cine de Animación em Lima (Peru)

CINE MIX Toulouse (França)

Film Festival of the world in Milan (Itália)

Festival Internacional de Cine Expresión en Corto (México)

Mostra de Animação de Gramado

Como todo o traço do filme é a lápis, sem interferência do computador, cada cenário tinha de ser redesenhado a cada frame diferente.
O bebê foi dublado pelo próprio diretor.
A moça que tem sua saia arrancada foi inspirada em uma cientista social.
Originalmente, o filme seria protagonizado apenas pelo bebê. O camaleão fazia parte de um projeto de história em quadrinhos e só foi integrado ao filme meses depois de iniciada a produção.
Muitas cenas foram, a partir daí, improvisadas, sem a história completa.

A trilha sonora tem músicas originais da compositora e cantora Luama e o violino de Daniel Marão, então com 15 anos e hoje estudante na Escola de Música da Bulgária, que interpretou Bartók e Leo Delibes.

CHIFRE DE CAMALEÃO foi exibido em mais de dez países, tendo sido premiado em vários deles – como o Anima Mundi, onde foi eleito pelo público o Melhor Filme Brasileiro e Segundo Melhor Filme da competição internacional em 2000.

O diretor recebeu o apoio do MINC, através do programa de concessão de passagens aéreas e pôde estar presente nos festivais da BBC, em Londres (onde era o único representante do cinema brasileiro) e na Mostra Brasil Plural, na Alemanha.

Premiação Anima Mundi 2000

Prêmios

Melhor Filme Brasileiro e Segundo lugar na Competição Oficial (ANIMA MUNDI 2000),

Prêmio Funarte, Prêmio CCBB, Prêmio Curtas nas Telas,

Melhor curta de Animação no Festival de Vitória,

Melhor Curta de Animação na I Mostra Florianópolis,

Indicado a Melhor Animação de 2001 no Grande Prêmio Cinema Brasil.

Ficha Técnica

TÍTULO

CHIFRE DE CAMALEÃO

DURAÇÃO

Seis minutos e meio

FORMATO

35mm, colorido

DIREÇÃO

Marão

ROTEIRO, ANIMAÇÃO E CORES

Marão

PRODUÇÃO

Marão e Jorge Marão

MÚSICA

Daniel Marão e Luama

DUBLAGEM

Carlos D, Hannah, Marcos Corrêa e Marão

TRUCA

Sérgio Arena e Joaquim Eufrasino

ANO DE PRODUÇÃO

2000

CO-PRODUÇÃO

FUNARTE / CTAv